Iniciando os trabalhos de execução de maquetas para os projetos...
Uma espécie de diário de uma professora que começou por explorar as potencialidades do Scratch na programação de arduinos...e que depois foi experimentando novos caminhos com os seus alunos!
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Projeto: Passagem de nível#1
Este foi o projeto imaginado pelo Bruno e pela Luana. Uma maqueta que simula uma passagem de nível.
Reunida com os dois alunos, foram traçadas as linhas mestras do projeto:
A ideia é fazer uma maqueta de uma estrada atravessada por uma linha de caminho de ferro. Com a passagem do comboio, os automóveis devem ser alertado com um sinal luminoso que passa de verde a vermelho e uma cancela deve fechar a estrada, enquanto um sinal sonoro de aviso é emitido.
A maqueta fica inteiramente a cargo dos alunos, que a deverão desenvolver nas aulas de informática que eu passei a co-lecionar e nas aulas de Arquivo.
Hoje ficou montado o circuito e feito o programa em Scratch.
Material de eletrónica necessário:
- 1 placa arduino;
- 1 breadboard;
- 2 LED, um verde e outro vermelho;
- 1 servo motor SG90;
- 1 díodo laser;
- 1 fotorresistência;
- 1 resistência 10 Kohm;
- 2 resistências 220 ohm;
- Fios.
O díodo laser deve estar sempre apontado à fotorresitência. Quando à fotorresistência chega a luz do laser (situação em que não há comboio na via férrea), a luminosidade que sobre ela incide é máxima. Esse valor de luminosidade, lido pela entrada analógica A0, mantém a cancela aberta (servo motor com um ângulo de 90º), o LED verde ligado e o LED vermelho desligado. Por outro lado, a passagem de um obstáculo que impeça que o laser chegue à fotorresistência é detetado na entrada A0 como menor luminosidade, o que fará desligar o LED verde, ligar o vermelho, descer a cancela (servo motor diminui ângulo até 0º) e acionar o sinal sonoro de alarme. O estado do sistema manter-se-à durante 4s, após o que voltará ao estado inicial.
O S4A é muito pobre em sons. Para conseguir o som de alarme, recorri a um site de downloads de MP3 gratuitos: www.buscasons.com
Deixo a minha proposta de trabalho para o circuito de eletrónica e o programa em Scratch ...
...o circuito esquemático...
quarta-feira, 27 de maio de 2015
De novo às compras...agora com financiamento!
Para um clube como o nosso, ainda tão incipiente, esta foi uma ajuda preciosa para conseguir material e equipamento que nos torne um pouco mais independentes e com capacidade para fazer mais (e melhor!).
Por isso, fomos às compras. Adquirimos:
- 4 conjuntos Arduino Physical Computing Kit (48,00€ cada)

- 2 servo motores HD-1160A (8,95€ cada)
- Vários LED no valor de 4€
Os valores referidos são todos sem IVA.
Este tipo de apoios é fundamental para que pequenos clubes possam vingar nas nossas escolas. A área de eletrónica e programação é uma área ainda pouco explorada nas escolas portuguesas e que podia ser uma mais valia se usada não só para captar alunos desmotivados mas com interesse por esta área de estudo, mas também para desenvolver em alunos adaptados à escola novas competências e dar-lhes outras perspetivas do mundo académico e profissional.
A propósito de bons alunos, tive há alguns anos atrás a experiência de lecionar Física de 12º ano a uma turma de "bons alunos" que se preparava para entrar em várias engenharias e que, ao longo da sua vida académica nunca tinham tido a oportunidade nem de montar um circuito eletrónico, nem de programar uma única linha de código...
A escola não se faz só de alunos desmotivados que têm de ser captados de alguma forma. Faz-se também de alunos interessados e que merecem que lhes sejam canalizados recursos e que a escola se preocupe em lhes proporcionar novas experiências e novas formas de ver o mundo. Nesse sentido, a aposta em clubes - de eletrónica, de teatro, de leitura, de música, de desporto...- faz todo o sentido na escola de hoje. Assim haja vontade de os apoiar!
Este tipo de apoios é fundamental para que pequenos clubes possam vingar nas nossas escolas. A área de eletrónica e programação é uma área ainda pouco explorada nas escolas portuguesas e que podia ser uma mais valia se usada não só para captar alunos desmotivados mas com interesse por esta área de estudo, mas também para desenvolver em alunos adaptados à escola novas competências e dar-lhes outras perspetivas do mundo académico e profissional.
A propósito de bons alunos, tive há alguns anos atrás a experiência de lecionar Física de 12º ano a uma turma de "bons alunos" que se preparava para entrar em várias engenharias e que, ao longo da sua vida académica nunca tinham tido a oportunidade nem de montar um circuito eletrónico, nem de programar uma única linha de código...
A escola não se faz só de alunos desmotivados que têm de ser captados de alguma forma. Faz-se também de alunos interessados e que merecem que lhes sejam canalizados recursos e que a escola se preocupe em lhes proporcionar novas experiências e novas formas de ver o mundo. Nesse sentido, a aposta em clubes - de eletrónica, de teatro, de leitura, de música, de desporto...- faz todo o sentido na escola de hoje. Assim haja vontade de os apoiar!
Projeto: O robot guardião #1
Depois das aulas formais já descritas, aos alunos foi proposto que trabalhassem num projeto seu.
Uma vez que o Arduino na Escola está a funcionar "roubando" uma aula por semana à disciplina de Informática, foi este o momento de dividir a turma entre os que não se sentem motivados por este tipo de trabalho, e que por isso avançarão para projetos na área da informática com a supervisão da professora da disciplina, e os que desejam evoluir para um trabalho mais autónomo em arduino. Cerca de metade da turma avançou para o projeto em arduino.
A partir daqui, sairemos da sala de informática e passaremos a trabalhar na oficina da escola, levando como apoio, nesta fase dos trabalhos, um computador portátil.
Um dos primeiros projetos que surgiu, foi o robot guardião, inspirado no robot homónimo proposto no site Computação na Escola.
Material de eletrónica necessário:
- 1 placa arduino;
- 1 breadboard;
- 1 sensor SR04;
- 2 servo motores SG90;
- Fios.
De recordar que para usar o sensor SR04, é necessário usar firmware adequado, que é disponibilizado em http://densare.pt/files/zip/S4AFirmware16_SR04.zip
Uma descrição mais exaustiva do funcionamento do SR04 em ambiente Scratch foi já feita neste post do blog.
Deixo a minha proposta de trabalho para o circuito de eletrónica e o programa em Scratch ...
quinta-feira, 23 de abril de 2015
O sensor de ultrassons SR04 e programação em S4A
O SR04 é dos sensores de ultrassons mais comuns para pequenos projetos. Permite a medida de distâncias entre 2 cm e 4 m com um ângulo de sensibilidade de 15º. A análise da respetiva datasheet, deixou-me bastante confiante e achei eu que planear um pequeno trabalho com este sensor, arduíno e S4A ia ser canja. Toda a gente sabe que a ignorância é muito atrevida...
Este sensor tem 4 pinos, dois para a alimentação (Vcc e GND), um para o trigger (o "disparo" de um sinal) e o restante para receber o som refletido (o eco).
O modo de funcionamento é simples: o envio de um impulso de 10 us (10^-6 s) para o pino do Trigger, resulta na emissão por parte do SR04 de um ciclo de 8 impulsos de ultrassons na gama dos 40 kHz. Nesse momento, o SR04 ativa o pino Echo para 5V que só voltará a 0V no momento em que receber o eco do sinal enviado. Eis o esquema temporal:
Sabendo que o som tem uma velocidade média de 340 m/s, é possível medir a distância que o som percorreu entre ter sido emitido e rececionado de novo. A distância ao obstáculo será metade desse valor.
Continhas, então: d(obstáculo) = d(percorrida pelo som)/2
d(obstáculo) = v(som)*tempo(echo)/2
Como vamos medir o tempo do impulso em us e a distância ao obstáculo em cm, há que converter a velocidade do som em cm/us: 340 m/s = 0,034 cm/us.
Assim, d(obstáculo) = 0,017*tempo(echo) , tempo(echo) medido em us; d(obstáculo) medido em cm.
Assim..o que poderia correr mal? Liguei o Trigger ao pin13, o Echo à entrada 2 e...nada!!! Por mais impulsos de 10 us que enviasse, não detetava nada na entrada 2. Uma pesquisa mais atenta relativamente à comunicação entre o arduino e o S4A revelou-me que o S4A interage com o arduino atualizando os estados dos atuadores e dos sensores a cada...75 ms! Valor impossível de conciliar com sinais de 10 us!
A solução passou por alterar o firmware que o arduino disponibiliza. Para isso tive a ajuda de um familiar próximo. A ideia foi alterar o mínimo possível o firmware original. Reservámos para o funcionamento do sensor os pinos D13 e A05. O pino D13 passou a funcionar como entrada e saída, o A05 devolve o valor da distância em cm.
Foi gerado um ciclo, que se repete de meio em meio segundo, em que o pino D13, inicialmente uma saída, envia um impulso de 10us. Passa então a ser definido como entrada e lê a duração do impulso do pino Echo. Este tempo é multiplicado pelo valor de 0,017, como explicado acima, e enviado para o pino A05.
O firmware realizado está disponível no seguinte endereço: http://densare.pt/files/zip/S4AFirmware16_SR04.zip
NOTA IMPORTANTE: O firmware disponibilizado só funciona corretamente com o sensor SR04 ligado à entrada 13. Sem o sensor devidamente ligado, o firmware fica à espera de um dado indefinidamente e em ambiente S4A a placa surge como não reconhecida.
Deixo então a minha proposta de trabalho para envolver o SR04 em circuitos programados através de Scratch...
...o circuito esquemático do último exercício proposto...
...e um pequeno vídeo com o circuito do sensor de proximidade em funcionamento:
Como nota final, não posso deixar de referir que levei o circuito do sensor montado para uma aula de Física e Química de 8º ano, onde os alunos estão a dar o som. Foi interessante porque deu para exemplificar o facto de os ultrassons não serem audíveis, o fenómeno do eco, o funcionamento do sonar. Os alunos identificaram o circuito nas luzes de sinalização de lugar ocupado / livre do parque de estacionamento do centro comercial cá da terra. E pediram um workshop de arduino para o verão. E eu estou com vontade de lhes fazer a vontade...
Este sensor tem 4 pinos, dois para a alimentação (Vcc e GND), um para o trigger (o "disparo" de um sinal) e o restante para receber o som refletido (o eco).
O modo de funcionamento é simples: o envio de um impulso de 10 us (10^-6 s) para o pino do Trigger, resulta na emissão por parte do SR04 de um ciclo de 8 impulsos de ultrassons na gama dos 40 kHz. Nesse momento, o SR04 ativa o pino Echo para 5V que só voltará a 0V no momento em que receber o eco do sinal enviado. Eis o esquema temporal:
Sabendo que o som tem uma velocidade média de 340 m/s, é possível medir a distância que o som percorreu entre ter sido emitido e rececionado de novo. A distância ao obstáculo será metade desse valor.
Continhas, então: d(obstáculo) = d(percorrida pelo som)/2
d(obstáculo) = v(som)*tempo(echo)/2
Como vamos medir o tempo do impulso em us e a distância ao obstáculo em cm, há que converter a velocidade do som em cm/us: 340 m/s = 0,034 cm/us.
Assim, d(obstáculo) = 0,017*tempo(echo) , tempo(echo) medido em us; d(obstáculo) medido em cm.
Assim..o que poderia correr mal? Liguei o Trigger ao pin13, o Echo à entrada 2 e...nada!!! Por mais impulsos de 10 us que enviasse, não detetava nada na entrada 2. Uma pesquisa mais atenta relativamente à comunicação entre o arduino e o S4A revelou-me que o S4A interage com o arduino atualizando os estados dos atuadores e dos sensores a cada...75 ms! Valor impossível de conciliar com sinais de 10 us!
A solução passou por alterar o firmware que o arduino disponibiliza. Para isso tive a ajuda de um familiar próximo. A ideia foi alterar o mínimo possível o firmware original. Reservámos para o funcionamento do sensor os pinos D13 e A05. O pino D13 passou a funcionar como entrada e saída, o A05 devolve o valor da distância em cm.
Foi gerado um ciclo, que se repete de meio em meio segundo, em que o pino D13, inicialmente uma saída, envia um impulso de 10us. Passa então a ser definido como entrada e lê a duração do impulso do pino Echo. Este tempo é multiplicado pelo valor de 0,017, como explicado acima, e enviado para o pino A05.
O firmware realizado está disponível no seguinte endereço: http://densare.pt/files/zip/S4AFirmware16_SR04.zip
NOTA IMPORTANTE: O firmware disponibilizado só funciona corretamente com o sensor SR04 ligado à entrada 13. Sem o sensor devidamente ligado, o firmware fica à espera de um dado indefinidamente e em ambiente S4A a placa surge como não reconhecida.
Deixo então a minha proposta de trabalho para envolver o SR04 em circuitos programados através de Scratch...
...o circuito esquemático do último exercício proposto...
...e um pequeno vídeo com o circuito do sensor de proximidade em funcionamento:
Como nota final, não posso deixar de referir que levei o circuito do sensor montado para uma aula de Física e Química de 8º ano, onde os alunos estão a dar o som. Foi interessante porque deu para exemplificar o facto de os ultrassons não serem audíveis, o fenómeno do eco, o funcionamento do sonar. Os alunos identificaram o circuito nas luzes de sinalização de lugar ocupado / livre do parque de estacionamento do centro comercial cá da terra. E pediram um workshop de arduino para o verão. E eu estou com vontade de lhes fazer a vontade...
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Às compras
Já por aqui tinha referido que os kits de iniciação ao arduíno são de facto do melhor...para iniciar! À medida que os projetos surgem, torna-se evidente a necessidade de comprar outros componentes eletrónicos menos vulgares.
Por causa de um projeto que tenho em mente, tive de adquirir um sensor de ultrassons. Optei pelo HC-SR04 por ser bastante comum e haver já muitos projetos descritos na net que o envolvem. Quando comecei a pesquisar por preços, encontrei-o por mais de 12€ numa conhecida loja online portuguesa...e por menos de 1€ no Aliexpress! Dito isto, partilho aqui a experiência com a compra de componentes eletrónicos através desta plataforma eletrónica de compras.
Quando pesquisamos por um determinado componente no Aliexpress, é difícil não sermos atingidos por uma súbita febre consumista, dados os preços do material eletrónico aí praticados. Verdade que em muitos casos é exigido um número mínimo de componentes a comprar, mas nem sempre tal acontece e os valores são de tal maneira baixos relativamente ao que se pratica em sites nacionais que bem vale a pena mandar vir em quantidade.
Por uma questão de simplicidade, fiz todas as minhas compras numa única loja: http://pt.aliexpress.com/store/1171090
Comprei então:
- 1 lote de 5 relés 5V-230V por 6,64€:
- 1 lote de 5 conetores para ligar pilhas de 9V ao arduíno por 1,71€:
- 1 lote de 5 servo motores SG90 por 7,41€:
- 1 controlador para motores de passo por 1,76€:
- 2 sensores de ultra sons HC-SR04 a 0,82€ cada:
- 1 lote de 10 díodos laser vermelhos, 5V, por 3,66€:
Expedido com a minha compra, foi-me enviado, como oferta, um leitor de cartões micro SD para arduíno, cujo valor ronda os 4€:
O pagamento é feito por cartão de crédito à Aliexpress que estabelece um prazo de entrega máximo que depende de cada loja - o vulgar são 60 dias. Caso esse prazo seja ultrapassado, a Aliexpress devolve o dinheiro ao cliente.
Mesmo vindo da China a maior parte das compras não são sujeitas a custos de porte. O prazo de entrega ronda, no entanto, os 30 dias.
Os componentes eletrónicos não estão sujeitos a imposto alfandegário, mas caso a compra ultrapasse os 22€ (eu só soube disso depois - a minha compra foi de 22,81€) poderá estar sujeita a pagamento de IVA na alfândega. Curiosamente, a encomenda foi expedida numa caixinha que vinha marcada como $6.
Depois de recebermos os produtos, confirmamos a receção no Aliexpress e podemos avaliar cada um dos itens e o serviço prestado pela loja com que lidámos.
Em resumo, em termos de preço, é indiscutível a vantagem de comprar em lojas chinesas online. Os baixos preços têm como contrapartida a ausência de apoio técnico e os tempos de entrega alargados (é possível reduzir estes prazos, mas isso tem um preço elevado). Por isso, se é para pensar num projeto para as férias de verão...há que começar a pensar no que comprar agora!
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Aula 4 - Entradas analógicas
Esta é a última aula formal que pretendo dar aos alunos envolvidos neste projeto. A partir daqui, parece-me que já conhecem as potencialidades essenciais do arduino e que poderão começar a delinear os seus próprios projetos.
A ideia desta aula é explorar as entradas analógicas - temos 6 disponíveis (A0 a A5) - essenciais na utilização de muitos sensores, como de luminosidade, proximidade ou temperatura.
A noção de digital / analógico nem sempre é óbvia para os alunos da faixa etária com que estou a trabalhar. Na verdade, usando de novo o corpo humano como analogia, quase todos os nossos sensores e atuadores são analógicos, mas podemos encontrar exemplos como olhos fechados / abertos para dar a ideia de digital e a intensidade vocal como analógico.
Há depois que lhes apresentar vários componentes que podem ligar a entradas analógicas. Optei pela resistência variável, pela fotorresistência e pelo sensor de temperatura por serem os componentes que tenho disponíveis para trabalhar com uma turma.
Na primeira montagem, a ideia é simplesmente apreender os valores limite que as entradas analógicas aceitam - 0V correspondem a um valor igual a 0; 5V ao valor 1023.
Voltei a usar 3 LED, ligados às saídas digitais 13, 12 e 11, como atuadores para testar o tipo de entradas estudadas na presente aula.
Deixo de seguida a presentação que explorarei nesta sessão...
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