terça-feira, 5 de julho de 2016

TIC@Portugal'2016

Foi no dia 1 de Julho que se realizou o evento TIC@Portugal'2016, uma iniciativa da Associação EDUCOM - APTE (Associação Portuguesa de Telemática Educativa).

O objetivo do TIC@Portugal é refletir sobre as práticas do uso das TIC na Educação, divulgando e debatendo a utilização das TIC nos processos de ensino e de aprendizagem. Este é um evento de caráter nacional e descentralizado, tendo decorrido, em simultâneo, sessões no Monte da Caparica, em Vila Real de Santo António, Braga, Bragança, Coimbra, Mangualde, Santarém e Setúbal. O programa completo pode ser consultado aqui.

Marcámos a nossa presença em Setúbal partilhando a nossa experiência na programação de arduinos através de Scratch. De manhã, promovemos a comunicação "Arduino e Scratch - uma experiência"; à tarde dinamizámos uma workshop de introdução à programação de Arduino em Scratch.

O que mais aprecio nestes eventos é terminar o dia com a certeza que, se já muito se faz nas nossas escolas (tantas vezes sem a visibilidade e o reconhecimentos devidos), o potencial para se fazer mais ainda é enorme - há um grupo importante de professores que tem vontade de fazer mais, de aprender mais e de trilhar novos caminhos...

Por vezes dou por mim a pensar no que seria a escola se aos professores se desse mais liberdade. Mais liberdade em termos de estratégia mas, especialmente, mais liberdade em termos curriculares. Se fosse possível deixarmos de estar tão espartilhados em termos de programas e de exames com metas minuciosas para cumprir. Se passasse por nós a decisão sobre o que é de facto importante para o futuro de cada grupo de alunos. Por vezes dou por mim a pensar...não é um lamento, é mesmo a importância de repensar a educação do futuro.

Quanto à nossa participação no TIC@Portugal'2016, deixo de seguida alguns registos fotográficos.

A comunicação "Arduino e Scratch - uma experiência", no auditório da Escola Superior de Educação de Setúbal

Na nossa workshop de introdução à programação de Arduinos em Scratch, foi um privilégio trabalhar com professores de áreas tão distintas como 1º ciclo, TIC, Matemática e Biologia. E perceber como é possível usar a eletrónica e programação como base de trabalho de projetos em áreas curriculares tão diversificadas. Obrigada a todos! 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

E-Tech 2016

Foi nos dias 03 e 04 de junho que decorreu o E-Tech 2016.

Esta foi uma feira tecnológica organizada pela E-CODE (Escola de Programação) e pela ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática). Evento único a sul do Tejo, transformou a Escola Secundária D. João II, em Setúbal, num espaço riquíssimo de exposição a par com um seminário subordinado ao tema "Empregabilidade digital" por onde passaram palestrantes de renome.

Incluida nas várias atividades da feira, foi organizada uma mostra de clubes escolares em que estivemos presentes.

A qualidade das palestras e o número significativo de instituições e parceiros envolvidos está bem espelhada na imprensa local e nacional, por isso aqui daremos destaque ao ponto de vista dos clubes de robótica escolares.

Antes de mais, quero referir a importância de um evento desta dimensão decorrer numa escola. É certo que na 6ªF foi um pouco confusa a gestão do espaço (a nossa escola tem 1600 alunos), mas envolveu definitivamente a comunidade escolar - alunos, professores, funcionários e famílias. Na verdade, se o evento tivesse decorrido num ambiente mais convencional, como um pavilhão multiusos, não teria sido possível envolver um leque tão alargado de público nesta experiência.

Para os alunos da escola que frequentam o clube, esta foi também uma atividade marcante, porque, por muito que deixemos os trabalhos em exposição durante o ano letivo, o ambiente de feira tecnológica dá aos trabalhos outro peso e outra importância. Foi também a oportunidade perfeita para os alunos partilharem o seu trabalho com colegas, professores e famílias (e o orgulho com que o faziam?), assim como para alargarem os seus horizontes quanto ao que se faz em robótica pelo país, em ambiente empresarial e em ambiente de escola.

Relativamente às famílias, foi curioso ver os alunos (da escola no geral, não apenas do clube) a trazer os pais à feira, dia 04, sábado. Quem lida com a educação todos os dias sabe bem a importância de envolver os pais e de criar um clima de confiança pais-escola. 

Antes de deixar as fotos que ilustram a dimensão deste evento, não posso deixar de dar os parabéns à organização. Foi um evento fantástico!

Conferência E-Tech 2016: Empregabilidade digital


Foram muitas as empresas e instituições que marcaram presença no evento
E os clubes, claro! Tanto que se faz nas escolas do país...

E ainda...uma Lan Party que durou a noite toda!
Finalizo referindo que ao nosso clube foi atribuído o 4º lugar no concurso de clubes no âmbito do E-Tech. Connosco concorriam clubes com muito mais experiência, com uma dimensão muito maior e com muitas provas dadas - por isso, para nós, este foi um verdadeiro Prémio Esperança, que nos deu alento para continuar a construir um caminho que nem sempre é fácil. De notar que, embora tenha sido a professora a receber o prémio (porque era quem estava na cerimónia de encerramento do evento), foram os alunos que estiveram no terreno a apoiar o stand do clube e foram eles que se sujeitaram à avaliação do júri do concurso. Muitos parabéns a todos!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Introdução à linguagem C - servomotor

A terceira sessão de introdução à programação de arduinos em C focou-se no controlo de um servomotor.

Como fiz na sessão anterior, preparei um documento com um resumo das sessões anteriores que distribui pelos alunos para consulta.

A ideia foi começar por compreender a forma de controlar um servomotor com arduino, recorrendo à livraria Servo.h, e depois ir acrescentando componentes até ter uma simulação de controlo de abertura de uma cancela.

A resposta dos alunos presentes foi, mais uma vez, muito positiva e terminámos as tarefas propostas 15 minutos antes do previsto.

Esta será a última sessão com estes alunos este ano letivo. Em jeito de balanço, refiro que, do meu ponto de vista, a introdução à programação de arduinos em linguagem gráfica antes de passar para a linguagem C foi muito gratificante - os alunos envolvidos demonstraram uma facilidade nesta transição que até a mim (que sou pessoa muito otimista) me surpreendeu...

Quanto ao método de trabalho adotado este ano, em regime de clube a que os alunos compareciam voluntariamente, senti que o horário do clube talvez não tenha sido o ideal. Com o intuito de conseguir abrir o clube a todas as turmas de 10º ano de ciências, os 90 minutos do clube foram marcados na tarde livre dos alunos, o que, para alunos de 10º ano, pode ser pesado dado o que lhes é exigido em termos de estudo. Uma alternativa mais viável seria marcar o clube numa hora de almoço (os alunos conseguem comer em muito menos tempo que o intervalo de almoço prevê) ou a seguir a uma última aula, embora essa opção torne difícil conciliar o horário das quatro turmas em conjunto...

Uma última reflexão: as atividades do clube decorreram na biblioteca da escola o que, sendo bastante agradável - a nossa biblioteca é mesmo muito simpática - não permitiu que os alunos pudessem desenvolver trabalho nos seus tempos livres. Um espaço disponível para que alunos, devidamente autorizados, pudessem trabalhar de forma autónoma era mesmo muito bom...hoje uma aluna dizia-me que era uma pena não podermos continuar os trabalhos nas férias - e, de facto, talvez não estejamos a proveitar da melhor forma a disponibilidade da maioria dos alunos nesse período...

Deixo a apresentação que explorei nesta sessão...



...e um pequeno vídeo com a "cancela" construída pela Fabiana a funcionar:

terça-feira, 24 de maio de 2016

Introdução à linguagem C - entradas analógicas

Na segunda sessão de introdução à programação de arduinos em linguagem C, concentrámo-nos na exploração das entradas analógicas.

Comecei por distribuir aos alunos um resumo da sessão anterior, com as funções dadas, os símbolos usados, os tipos de variáveis e os comandos relativos à porta série (os últimos slides da apresentação da sessão #1). Distribui também a datasheet do TMP 36, o sensor de temperatura a usar nesta sessão.

Voltei a iniciar a sessão com o BlocklyDuino, que me parece ser uma forma mais simples para esquematizar o programa a partir do qual se desenvolverão os trabalhos. O programa em C gerado pelo BlocklyDuino é sempre alvo de análise, pelo que a intenção é interiorizar a estrutura de um programa em C.

A entrada analógica começou por ser explorada através de uma resistência variável que foi substituída depois por um sensor de temperatura. No final da sessão, os alunos obtiveram um termómetro cujos valores podiam ser lidos na janela da porta série.

Pontos importantes a realçar:
  • A análise da datasheet. Os alunos tiveram que interpretar a pinagem do TMP 36 a partir dos esquemas da datasheet e montá-lo a partir desses dados;
  • Os cálculos envolvidos. Sem que fossem cálculos complicados, foram importantes para refletir sobre a importância da definição do tipo de variáveis;
  • A interdisciplinaridade. O facto de compreenderem a necessidade de obter a equação de uma reta a partir dos gráficos disponibilizados na datasheet. E de adaptarem os dados fornecidos às suas necessidades (o gráfico fornecido teve de ser "redesenhado" de forma a que o eixo dos xx' passasse para yy' e vice-versa);
  • Muito importante: a repetição de instruções dadas na sessão anterior. Como os próprios alunos referiram "não é difícil, é preciso é lembrarmo-nos das funções disponíveis".
Nesta sessão, não foi feita, por falta de tempo (as nossas sessões estão programadas para 90 min) a tarefa "Agora Tenta #4". Todas as restantes tarefas foram cumpridas.

Deixo a apresentação que explorei nesta sessão:


terça-feira, 17 de maio de 2016

Introdução à linguagem C - entradas e saídas digitais

Como já tinha referido em post anterior, foi espontaneamente que os alunos que frequentam o Espaço Programação e Eletrónica (10º ano) sentiram a necessidade de ir além da programação gráfica de arduinos.

Por isso, depois de concluído o projeto da Casa Inteligente, voltámos ao registo de aula mais convencional, com cada um deles num computador, com o arduino , e a seguir as tarefas por mim propostas.

Nesta sessão, explorámos a estrutura de um programa típico em C, os símbolos usados, as funções pinMode, digitalWrite, digitalRead, delay e if. Introduzimos ainda alguns tipos de variáveis e fizemos a comunicação com o computador através de porta série. 

Confesso que quando preparei a aula, a achei muito extensa e presumi que não seria possível terminá-la em 90 minutos. Mas não só a terminei, como a terminei 10 minutos antes, como os alunos continuavam frescos e sem sinais de cansaço.

A facilidade com que os alunos responderam a esta introdução foi motivo de reflexão da minha parte. Devo referir:
  • A montagem de circuitos estava interiorizada das sessões anteriores. Não foi factor com que tivesse de me preocupar;
  • A arquitetura do arduino era familiar a todos. Noção de digital / analógico / PWM, entrada / saída foi algo que pude referir sem perder tempo em explicações;
  • Embora a programação em C exija o conhecimento das funções associadas e dos símbolos usados, o background de uma linguagem gráfica deu aos alunos capacidade de perceber de antemão quais as instruções necessárias para que um programa reagisse de determinada maneira (quando introduziram o interruptor, por exemplo, assumiram logo a necessidade de uma variável).

Em conclusão, foi muito positiva para mim a experiência de iniciar a exploração do arduino em linguagem gráfica com os alunos para depois lhes apresentar a linguagem C. É um método que exige mais tempo, é certo, mas o processo de programação é feito de forma mais natural e acessível para a maioria dos nossos jovens.

Deixo a apresentação que explorei nesta sessão:
  


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Scratch Day 2016

O Scratch Day é um conjunto de eventos a nível mundial com o intuito de promover a linguagem de programação Scratch. O objetivo é o encontro entre utilizadores Scratch de todas as idades para a partilha de projetos, de conhecimentos e de práticas de aprendizagem.

Este ano, o Scratch Day celebrou-se dia 14 de maio e em Setúbal foi organizado, como em anos anteriores, pelo EduScratch na Escola Superior de Educação de Setúbal. E, como em anos anteriores, foi um dia de partilha e de convívio entre escolas e entre gerações!

De sublinhar que, embora as escolas tenham um papel dominante neste tipo de eventos, porque é nas escolas que se desenvolvem a maioria dos projetos, este é um evento aberto a toda a comunidade. Em Setúbal foram 240 as inscrições, entre professores, alunos, pais e interessados no tema. Uma plateia muito heterogénea e muito rica em termos de experiências e expectativas.

Foi com prazer que representei o Arduino na Escola no Scratch Day com uma apresentação onde partilhei as nossas experiências com arduino e Scratch. E foi um prazer ainda maior conviver com tanta gente com tanto para dar e tanta vontade de fazer mais percorrendo novos caminhos...

Um nota final para o número de meninas presentes no evento. A dar-lhe crédito, o futuro da tecnologia no feminino parece bastante risonho...

Deixo a riqueza do encontro em imagens:
Palestras, concursos de programação, robótica e controlo de drones - foram algumas das atividades em todos puderam participar

O Arduino na Escola representado no Scratch Day - no auditório, com uma partilha do que fazemos com arduino e Scratch, e depois do almoço, com um grupo de meninos muito interessados na simulação de movimento oblíquo


terça-feira, 10 de maio de 2016

Projeto Casa Inteligente #2

Este projeto arrastou-se mais no tempo do que eu gostaria. Não porque o número de sessões em que os alunos nele trabalharam tenha sido excessivo, mas foram descontinuadas pelas férias das Páscoa, por um feriado e por uma visita de estudo, por isso parecia nunca mais acabar...mas acabou!

Como sempre, neste tipo de trabalhos, surgem problemas com que não contávamos. Neste caso em particular, os estores foram uma dor de cabeça . Depois de papel, de papel vegetal, de tecido, optámos por  um tecido tipo o usado em proteções de roupa descartáveis (como as que os pintores usam) a que prendemos chumbos de pesca. Não está ainda perfeito, mas já funciona.

No facebook do projeto temos vindo a partilhar o caminho percorrido ao longo das sessões que este projeto durou. Aqui, faço um apanhado de algumas fotos (porque ver um projeto ganhar forma é para mim o mais gratificante do caminho) e deixo um vídeo com o projeto em funcionamento.

Termino com um louvor aos alunos envolvidos: à Ana Cortes, ao Diogo Mira, ao Diogo Rodrigues, à Fabiana Nascimento e ao Miguel Magrinho. Este projeto é de todos vós.

Sessão 1
Sessão 2

Sessão 3
Sessão 4
Sessão 5

E, para finalizar, um vídeo com o projeto em funcionamento: